sábado, 31 de dezembro de 2011

Existe realmente confiabilidade no texto do Novo Testamento? - O Debate decisivo


  1. A memória como sabemos hoje, 
    é absolutamente
     não 
    confiável. Embora acreditemos que as 
    nossas lembranças
     sejam registos mais ou menos fidedignos

     do que 
    presenciamos, 
    elas não passam de conexões
     entre

    os 

    neurônios que são
     reconstruídas e modificadas
     cada vez 
    que as acessamos. 

    Psicólogos não têm dificuldades para conceber e executar experiências em que implantam memórias falsas na cabeça das pessoas, que são capazes de jurar que testemunharam
     o
     pseudofato.

    "Crème de la crème", os neurocientistas são mais ou menos unânimes hoje em afirmar que o livre-arbítrio, que está na base da responsabilidade individual necessária para que os sistemas jurídicos parem em pé, não passa de uma ilusão, um simples efeito colateral de uma série de sistemas neuronais funcionando em rede.





    A pergunta é: Existe 

    confiabilidade no texto do 

    Novo Testamento?


    A supremacia numérica dos manuscritos do Novo Testamento e a sua inutilidade prática

    Atualmente, possuímos cerca de 5745 manuscritos do Novo Testamento. Estes manuscritos são classificados em quatro grupos: 1) Alexandrino (“Neutro” ou “Egípcio”); 2) Ocidental; 3) Cesariano e; 5) Bizantino (“Maior” ou “sírio”), de acordo com sua forma de texto.


    Destes quatro grupos, o texto denominado “Bizantino” é o mais abrangente: Cerca de 80% para 90% de todos os manuscritos do Novo Testamento grego disponíveis representam o texto bizantino, que constitui o texto “majoritário” (HOLMES, 1983, p. 15).


    No entanto, o texto do tipo Bizantino, quase unanimemente é considerado como o pior texto-tipo em relação aos demais textos do Novo Testamento. Somado a isso, o texto do tipo bizantino corresponde aos manuscritos mais tardios que conhece, datando dos meados da Idade Medieval, a partir do século 9 d.C.


    (CF. M. W. Holmes, "The 'Majority Text Debate': New Form Of An Old Issue", Themelios, 1983, Volume 8, No. 2, p. 15.; A good critique of "Majority" text theory was made by D. B. Wallace, "The Majority Text Theory: History, Methods, And Critique", in B. D. Ehrman and M. W. Holmes, The Text Of The New Testament In Contemporary Research: Essays On The Status Quaestionis (A Volume In The Honor Of Bruce M. Metzger), 1995).


    Os manuscritos que realmente possuem qualidade correspondem a não mais que 10% de todos os manuscritos existentes. Portanto, os críticos textuais preparam suas edições críticas do Novo Testamento grego com base em manuscritos selecionados, não menos que 5% e não mais que 11%.


    A Nestlé-Aland Novum's Testamentum Graece (26a Edição), por exemplo, utiliza 522 manuscritos no total, totalizando apenas 10% de todos os textos; a edição Metzger's é a menor, usa apenas 266 manuscritos, 5% do total, e assim por diante.


    Desse modo, se para que se possa estabelecer uma análise acerca da corruptibilidade e restauração do Novo Testamento, deve-se levar em conta apenas um pouco mais de 10% de todos os manuscritos existentes, segue-se que os demais 90% dos manuscritos existentes não possuem relevante importância para a reconstrução do texto do Novo Testamento, sendo que em sua maioria trazem os mesmos erros e variações dos textos mais antigos, e são tardios demais para que possam corresponder ao texto primitivo.


    FAÇAMOS UMA PAUSA EM CASTELHANO:

    Jessica Lowndes es uno de los pibones del momento. Y no lo decimos solo nosotros, también lo dice Internet, su papel en la serie 90210 (Sensación de vivir: la nueva generación) en donde interpreta a Adrianna Tate-Duncan y por supuesto, sus canciones, y una de ellas en especial, que con con suculento videoclips han eclipsado a la crítica.
    Lowndes nació en Vancouver (Canadá) en 1988. Se formó en la Pacific Academy en Surrey. Hasta el momento ha trabajado como actriz, modelo y ahora parece estar despegando en su carrera de cantante. Lowndes ha compuesto varias canciones aunque se le conoce más por su single Goodbyey recientemente por su colaboración con el dj Ironik con quien colabora en el tema Falling In Love, que ya cuenta con un impresionante videoclip.
    Uno de sus últimos videos es I Wish I Was Gay, en donde una explosiva Lowndes desea con fuerza ser lesbiana harta de sufrir el castigo de los hombres, vengándose al final del prota de su vídeo. Sin desperdicio.
    Su carrera con artista también le está dejando un buen puñado de seguidores. Así de sexy posó la canadiense para la revista FHM.


    Por isso, Ehrman afirma:


    "Em um momento ou outro, você pode ter ouvido alguém alegando que se pode confiar no Novo Testamento, porque é o mais bem atestado livro do Mundo Antigo, pois se há mais manuscritos do Novo Testamento do que de qualquer outro livro, não devemos ter qualquer dúvida a respeito da veracidade da sua mensagem. Dado o que vimos [...], deve ficar claro o porquê dessa linha de raciocínio ser defeituoso. É verdade, naturalmente, que o Novo Testamento é sobejamente comprovado nos manuscritos produzidos através dos séculos, mas a maioria desses manuscritos foram escritos muitos séculos depois dos originais, e nenhuma deles é perfeitamente precisos. Todos contêm erros - completamente muitos milhares de erros. Não é uma tarefa fácil reconstruir a qualquer palavra original do Novo Testamento". (EHRMAN, Bart D., The New Testament: An Historical Introduction To The Early Christian Writings, 2000, p. 449).


    Portanto, sendo que a maior parte dos 5745 manuscritos do Novo Testamento são manuscritos ruins e provenientes do 9° século, ficamos com um número bastante reduzido de manuscritos que podem (ou não) trazer luz sobre como era o texto mais primitivo do Novo Testamento.


    Para que se possa estabelecer a fidedignade textual do Novo Testamento, devemos recorrer para os textos mais antigos, pois os mesmos possuem grande probabilidade de não terem sido alterados e de não conterem variantes.


    No entanto, até cerca do século II d.C. – a tarde mais próxima possível dos manuscritos originais – não possuímos mais que 6 fragmentos de manuscritos. Até o século III d.C. possuímos apenas 48 fragmentos de manuscritos do Novo Testamento.


    Apenas 1.48% de todos os mais de 5745 manuscritos do Novo Testamento podem ser datados do século 4° para trás.


    Como já afirmamos, 91% de todos os manuscritos datam do século 9° em diante.


    Desse modo, 94% dos manuscritos do Novo Testamento, datam do período Medieval tardio, aproximadamente 800 anos depois do nascimento de Jesus.


    Somente não mais que 6% de todos os manuscritos do Novo Testamento ao final da Idade Antiga e possuem uma maior probabilidade de serem confiáveis.


    Esse fato é bastante conhecido entre os críticos textuais. De acordo com o Dr. Klaus Junack, um investigador do Institut für neutestamentliche Textforschung, Universität Münster, na Alemanha, considerado um dos principais especialistas associados à UBS e do Projeto do Novo Testamento Grego, afirmou: “Hoje mais de 5000 manuscritos são conhecidos: a esmagadora maioria destes datam do período medieval e medieval tardio” (Cf. K. Junack, "The Reliability Of The New Testament Text From The Perspective Of Textual Criticism", The Bible Translator, 1978, Volume XXIX, Issue I, p. 131.).


    Desse modo, majoritariedade dos textos do Novo Testamento como argumento para sua confiabilidade é um engodo, haja vista que os textos majoritários são tardios, corruptos, cópias dos mesmos e, pelo fato de não possuírem confiabilidade e antiguidade, não são utilizados pela Crítica Textual no objetivo de se estabelecer o texto do Novo Testamento mais próximo do original.


    A natureza fragmentária dos mais antigos manuscritos do Novo Testamento


    Uma rápida olhada sobre os dados revela que o Evangelho de João tem a mais antiga evidência manuscrita (P52, c. 125-150 d.C.), enquanto que as cópias mais antigas dos livros de 1ª e 2ª Timóteo e o 3ª João foram preservadas em manuscritos tardios (cercar do 4 ª século).


    A maioria dos manuscritos mais antigos dos documentos do Novo Testamento é muito fragmentada, sendo que às vezes não contém nada mais que um par de versículos ou até menos. A maioria dos manuscritos data entre 200-300 anos depois de Jesus e, portanto apresentam um enorme abismo entre o registro escrito e a época em que os eventos relatados ocorreram.


    As evidências manuscritas antigas possuímos são listadas em ordem cronológica a seguir:


    Século = 2° // Manuscritos do Novo Testamento = 2 // Percentual Cumulativo = 0.03 %


    Século = c. 200 // Manuscritos do Novo Testamento = 6 (somado aos anteriores) // Percentual Cumulativo = 0.11 %


    Século = 2° / 3° // Manuscritos do Novo Testamento = 8 // Percentual Cumulativo = 0.15 %


    Século = 3° // Manuscritos do Novo Testamento = 38 // Percentual Cumulativo = 0.73 %


    Século = 3° / 4° // Manuscritos do Novo Testamento = 48 // Percentual Cumulativo = 0.92 %


    Século = 4° // Manuscritos do Novo Testamento = 77 // Percentual Cumulativo = 1.48 %


    Ou seja, até no ano 200 d.C. temos apenas 8 (oito) manuscritos.


    Qual o estado desses manuscritos?


    Mateus = Manuscritos antigos = P64, P67, P104 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    Marcos = Manuscritos antigos = P45 //DATA = 3° séc. //Condição = Muitos fragmentos


    Lucas = Manuscritos antigos = P4 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmento


    João = Manuscritos antigos = P52 //DATA = c. 125-150 //Condição = Fragmento


    Atos = Manuscritos antigos = P38 DATA = 3° séc. //Condição = Fragmento


    Romanos = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    1 Coríntios = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    2 Coríntios = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    Gálatas = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    Efésios = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    Filipenses = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    Colosenses = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    1 Tessalonicenses = Manuscritos antigos = P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmentos


    2 Tessalonicenses = Manuscritos antigos =P92 //DATA =3° / 4° séc.//Condição = Fragmento


    1 Timóteo = Manuscritos antigos = (Sinaíticus) //DATA =4° séc. //Condição = Completo


    2 Timóteo = Manuscritos antigos = (Sinaíticus) //DATA =4° séc. //Condição = Completo


    Tito = Manuscritos antigos =P32 //DATA =c. 200 //Condição = Fragmento


    Filemom = Manuscritos antigos =P87 //DATA = 3° séc. //Condição = Fragmento


    Hebreus = Manuscritos antigos =P46 //DATA = c. 200 //Condição = Fragmento


    Tiago = Manuscritos antigos = P23, P20 //DATA = 3° séc. //Condição = Fragmento


    1 Pedro = Manuscritos antigos = P72 //DATA = 3° / 4° séc. //Condição = Fragmentos


    2 Pedro = Manuscritos antigos = P72 //DATA = 3° / 4° séc. //Condição = Fragmentos


    1 João = Manuscritos antigos = P9 //DATA = 3° séc. //Condição = Fragmentos


    2 João = Manuscritos antigos = 0232 //DATA = 3° / 4° séc. //Condição = Fragmentos


    3 João = Manuscritos antigos = (Sinaíticus) //DATA =4° séc. //Condição = Completo


    Judas = Manuscritos antigos = P72 //DATA = 3° / 4° séc. //Condição = Fragmentos


    Apocalipse = Manuscritos antigos = P98 //DATA =2° séc. //Condição = Fragmento


    Ou seja, todos os manuscritos do Novo Testamento mais antigos, copiados até o início do 4° século, foram preservados até nós na forma de fragmentos.


    (cf. ALAND, Kurt; ALAND, Barbara. The Text of The New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism. 2nd Revised Edition. Eerdmans Pub. Company: Grand Rapid, Michigan, 1995)


    A “confiabilidade” dos manuscritos do Novo Testamento


    A afirmação de que o texto do Novo Testamento possui 99,5% de precisão é falsa. Supostamente, o primeiro estudioso a afirmar isso foi o Dr. Bruce Metzger. No entanto, essa alegação não pode ser demonstrada. Norman Geisler, um apologista cristão, foi quem criou essa “lenda”. De acordo com Geisler, “Metzger [...] calcula o Novo Testamento com cerca de 99,5 por cento de exatidão” (cf. N. L. Geisler & A. Saleeb, Answering Islam: The Crescent In The Light Of The Cross. Baker Books: Grand Rapids (MI), 1993, p. 234-235. cf. também N. L. Geisler & W. E. Nix, A General Introduction To The Bible, Moody Press: Chicago, 1986, p. 408 and pp. 474-475.) A citação de Geisler remete ao capítulo “Recent Trends In The Textual Criticism Of The Iliad And The Mahabharata”, do livro The History Of New Testament Textual Criticism. No entanto, além de Geisler não mencionar qualquer página específica, uma leitura no livro especificado de Metzger, e em especial desse capítulo determinado por Geisler, mostra que em nenhum lugar Metzger afirma que a estimativa de precisão do Novo Testamento é de 99,5%.


    Longe dos “99,5% de confiabilidade textual”, a Crítica Textual conseguiu alcançar a valiosa soma de 85% de segurança acerca da precisão do texto do Novo Testamento. No entanto, esse percentual não significa exatamente que texto do Novo Testamento seja 85% preciso. Em geral, esses 85% de segurança equivalem à fidedignidade de nossos textos críticos atuais em relação aos textos existentes no século IV d.C. Isso significa que a precisão do texto do Novo Testamento pode ser garantida na faixa de 85% somente em até aproximadamente cerca de 300 anos após esses textos terem sido escritos.


    Por isso, afirmar que 85% do texto do Novo Testamento é preciso, equivale a afirmar que 85% do texto do Novo Testamento corresponde com precisão aos textos existentes no século IV. A história desses textos e sua confiabilidade não podem ser construídas com precisão antes dessa data.


    Em contrapartida, foi exatamente entre o final do século I d.C. e entre os séculos II e III d.C., que as maiores alterações textuais foram realizadas, inclusive testemunhadas na literatura da época.


    Desse modo, para que se possa estabelecer o grau de corruptibilidade e confiabilidade do texto do Novo Testamento, a Crítica Textual recorre aos mais antigos manuscritos possíveis, ou seja, a somente cerca de 10% de todos os mais de 5745 manuscritos do Novo Testamento existentes.


    A corrupção dos manuscritos do Novo Testamento


    Kurt Aland e Barbara Aland, em seu livro The Text Of The New Testament apresentam uma tabela que compara o número total de variantes em versículos livres da edição crítica Nestlé-Aland com outras edições, como a de Tischendorf, Westcott-Hort, von Soden, Vogels , Merk, e Bover. Para agravar a situação, essa comparação não leva em conta as diferenças nas variantes ortográficas:


    Mateus = N°. de versículos = 1071 //N°. de variantes = 642 //Porcentagem = 59.9%


    Marcos = N°. de versículos = 678 //N°. de variantes = 306 //Porcentagem = 45.1%


    Lucas = N°. de versículos = 1151 //N°. de variantes = 658 //Porcentagem = 57.2%


    João = N°. de versículos = 869 //N°. de variantes = 450 //Porcentagem = 51.8 %


    Atos = N°. de versículos = 1006 //N°. de variantes = 677 //Porcentagem = 67.3 %


    Romanos = N°. de versículos = 433 //N°. de variantes = 327 //Porcentagem = 75.5%


    1 Coríntios = N°. de versículos = 437 //N°. de variantes = 331 //Porcentagem = 75.7%


    2 Coríntios = N°. de versículos = 256 //N°. de variantes = 200 //Porcentagem = 78.1%


    Gálatas = N°. de versículos = 149 //N°. de variantes = 114 //Porcentagem = 76.5%


    Efésios = N°. de versículos = 155 //N°. de variantes = 118 //Porcentagem = 76.1%


    Filipenses = N°. de versículos = 104 //N°. de variantes = 73 //Porcentagem = 70.2%


    Colossos = N°. de versículos = 95 //N°. de variantes = 69 //Porcentagem = 72.6 %


    1 Tessalonicenses = N°. de versículos = 89 //N°. de variantes = 61 //Porcentagem = 68.5%


    2 Tessalonicenses = N°. de versículos = 47 //N°. de variantes = 34 //Porcentagem = 72.3%


    1 Timóteo = N°. de versículos = 113 //N°. de variantes = 92 //Porcentagem = 81.4%


    2 Timóteo = N°. de versículos = 83 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 79.5%


    Tito = N°. de versículos = 46 //N°. de variantes = 33 //Porcentagem = 71.7%


    Filemom = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 19 //Porcentagem = 76.0%


    Hebreus = N°. de versículos = 303 //N°. de variantes = 234 //Porcentagem = 77.2%


    Tiago = N°. de versículos = 108 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 61.1%


    1 Pedro = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 70 //Porcentagem = 66.6%


    2 Pedro = N°. de versículos = 61 //N°. de variantes = 32 //Porcentagem = 52.5%


    1 João = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 76 //Porcentagem = 72.4%


    2 João = N°. de versículos = 13 //N°. de variantes = 8 //Porcentagem = 61.5%


    3 João = N°. de versículos = 15 //N°. de variantes = 11 //Porcentagem = 73.3%


    Judas = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 18 //Porcentagem = 72.0%


    Apocalipse = N°. de versículos = 405 //N°. de variantes = 214 //Porcentagem = 52.8 %


    Total = N°. de versículos = 7947 //N°. de variantes = 4999 //Porcentagem = 62.9%


    Ao visualizar tais números, logo se percebe que quase dois terços do texto do Novo Testamento, em sete edições revisadas por Aland, não estão de acordo entre si, sem contar com as diferenças ortográficas e outros detalhes não inclusos nessa análise.


    O quadro mostra perfeitamente que 62,9% dos versículos do Novo Testamento são variantes e, portanto não representam a alegada “pureza” afirmada pela apologia cristã. A proporção varia de 45,1% no Evangelho de Marcos para 81,4% em 2Timóteo.


    O número total de variantes livres nos Evangelhos bíblicos é representado da seguinte maneira:


    Mateus = N°. de versículos = 1071 //N°. de variantes = 642 //Porcentagem = 59.9%


    Marcos = N°. de versículos = 678 //N°. de variantes = 306 //Porcentagem = 45.1%


    Lucas = N°. de versículos = 1151 //N°. de variantes = 658 //Porcentagem = 57.2%


    João = N°. de versículos = 869 //N°. de variantes = 450 //Porcentagem = 51.8%


    Total = N°. de versículos = 3769 //N°. de variantes = 2056 //Porcentagem = 54.5%


    Esse percentual de 54,5% de variação nos quatro evangelhos corresponde a um pouco mais da metade de seu conteúdo. Isso significa que a metade do texto dos Evangelhos bíblicos é longe de ser puro.


    No que se refere ao número total de variantes livres nos escritos paulinos (Romanos à Hebreus), temos os seguintes dados:


    Total = N°. de versículos = 2335 N°. de variantes = 1771 Porcentagem = 76.5%


    É por esse motivo que as comissões de crítica textual têm procurado indicar o grau relativo de segurança por meio das letras A, B, C, D e, dentro de “chaves” {} no início de cada conjunto de variantes textuais. As suas decisões são hipotéticas, baseadas tanto em considerações internas, como em evidência externa.


    “{A}” significa que o texto é praticamente certo, enquanto que “{B}” indica que existe certo grau de dúvida. A letra “{C}” significa que existe um considerável grau de dúvida, enquanto que “{D}” mostra que existe um grau muito elevado de dúvida sobre a leitura.


    Ou seja:


    “{A}” = texto seguro
    "{B}” = certo grau de dúvida
    "{C}” =considerável grau de dúvida
    "{D”} = grau muito elevado de dúvida


    Estas classificações são tabuladas nas notas de rodapé de cada edição crítica do Novo Testamento grego, incluindo a The Greek New Testament Aland.


    A seguinte classificação foi realizada pela ALAND, Kurt; ALAND, Barbara. The Text of The New Testamen, 1995. Ela retrata o grau de confiabilidade textual do texto do Novo Testamento de acordo com a classificação “{A}” (= texto seguro), “{B}” (= certo grau de dúvida) “{C}” (=considerável grau de dúvida) e “{D”} (= grau muito elevado de dúvida):


    Classificação {A} = 8.7 %


    Classificação {B} = 32.9 %


    Classificação {C} = 48.4 %


    Classificação {D} = 9.9 %


    Ou seja:


    O texto do Novo Testamento possui somente 8,7% de confiança, enquanto 91,2% do texto oscilam entre pouco duvidoso e muito duvidoso.


    Isso significa que só podemos ter confiança absoluta a respeito do texto do Novo Testamento em apenas 8,7% de seu conteúdo.


    Diante desses dados alarmantes, precisamos definir se esse alto número de variações é realmente significante para a leitura bíblica. Metzger e Ehrman, ao discutir a história de várias edições do texto do Novo Testamento grego no período crítico moderno, respondem a essa questão:


    "Em 1966, após uma década de trabalho por uma comissão internacional, cinco sociedades bíblica publicaram uma edição do Greek New Testament designados para o uso de tradutores da Bíblia e estudantes. O aparato textual, que proporcionou uma citação relativamente completa das evidências manuscrito provas, incluiu cerca de 1.440 conjuntos de leituras variantes, escolhidos especialmente por causa de sua significância exegética [...] m 1981, por ocasião de uma reunião dos cinco membros da comissão editorial [...], as decisões foram feitas no sentido de introduzir no aparato 284 conjuntos adicionais de leituras variantes de passagens de importância exegética" (Cf. B. M. Metzger & B. D. Ehrman. The Text Of The New Testament: Its Transmission, Corruption, And Restoration, 2005, Fourth Edition, op. cit., pp. 192-194).


    Desse modo, 1724 conjuntos de leituras variantes foram selecionados, todos eles, ao contrário da proclamação da apologista, de grande importância, dada sua “importância exegética”, para a leitura do Novo Testamento.


    D. João Mehlmann O.S.B., doutor em Teologia e em Ciências Bíblicas, durante muito tempo professor da PUC-SP, afirmou que:


    “Sendo o Novo Testamento o livro mais copiado na Antiguidade, é lógico que na transmissão manuscrita seja um dos livros que MAIS VARIANTES apresentam. Se todas as palavras do Novo Testamento não chegam a 150.000, as variantes são cerca de 200.000.


    Confiabilidade do texto do Novo Testamento - Parte 1 - YouTube 

    www.youtube.com/watch?v=2kLloqKqUy47 Set 2011 - 15 min 
    Confiabilidade do texto do Novo Testamento  · 

    Confiabilidade do texto do Novo Testamento - Parte 2 - YouTube 

    www.youtube.com/watch?v=cD0sUjZNgAo7 Set 2011 - 15 min

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